Daily Zohar 5182

Tradução para Hebraico:
366. אָמְרוּ רַבִּי חִיָּיא וְרַבִּי יוֹסֵי, וַדַּאי שֶׁהַדֶּרֶךְ תְּקִינָה לְפָנֵינוּ. נִכְנְסוּ לַמְּעָרָה וְיָשְׁנוּ. בַּחֲצוֹת הַלַּיְלָה שָׁמְעוּ אֶת קוֹל חַיּוֹת הַמִּדְבָּר שֶׁנּוֹהֲמוֹת. הִתְעוֹרְרוּ. אָמַר רַבִּי חִיָּיא, הֲרֵי עֵת הִיא לְסַיֵּעַ לִכְנֶסֶת יִשְׂרָאֵל שֶׁמְּשַׁבַּחַת אֶת הַמֶּלֶךְ. אָמְרוּ, כָּל אֶחָד וְאֶחָד יֹאמַר דָּבָר מִמַּה שֶּׁשָּׁמַע וְיָדַע בַּתּוֹרָה. יָשְׁבוּ כֻלָּם.
Comentário de: Zion Nefesh:
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Zohar Vayikra
Continuação do ZD anterior.
#365
E ele responde: Ainda que Davi tenha sido banido de lá, não abandonou o seu próprio caminho para buscar o Santo, bendito seja Ele. E ouvi: “אֲשַׁחֲרֶךָּ” — “Eu Te busco” significa como alguém que diz: Eu iria apresentar-me diante de Ti, mas não posso. Assim, “Eu Te busco”, porém estou fora do lugar onde a Shekhinah habita e não posso buscar-Te. “Minha alma tem sede de Ti” — pois minha alma e meu corpo anseiam por apresentar-se diante de Ti, mas não posso, porque estou numa terra seca e exausta, sem água. Pois, fora do lugar onde a Shekhinah habita, chama-se “uma terra seca e exausta”, porque as águas vivas não são encontradas ali. E o que são as águas vivas? Esta é a Shekhinah, como está escrito a seu respeito: “בְּאֵר מַיִם חַיִּים” — “um poço de águas vivas” (Cântico dos Cânticos 4:15). E, por isso, está escrito: “uma terra seca e exausta, sem água.”
Observações:
Davi, mesmo banido para o deserto, continua buscando Deus com intenso anseio. A expressão “Eu Te busco” manifesta seu desejo de apresentar-se diante da Presença Divina, embora esteja fisicamente distante de Jerusalém, o lugar onde a Shekhinah habita. O deserto é chamado de “seco e exausto, sem água” porque lhe faltam as “águas vivas” — símbolo da Shekhinah. A alma e o corpo de Davi têm sede de reencontrar a presença divina. Isso ensina que o verdadeiro anseio por Deus permanece mesmo nos lugares espirituais ou físicos mais desolados, e que a Shekhinah é a fonte da vitalidade espiritual (“águas vivas”) para o mundo.
#366
O Rabi Chiya e Rabi Yosi disseram: Certamente, o caminho está preparado diante de nós. Entraram na caverna e dormiram. À meia-noite, ouviram o som das feras do campo rugindo. E despertaram. Rabi Chiya disse: Eis que chegou o momento de ajudar Knesset Yisrael — isto é, Malchut — que está louvando o Rei, isto é, Zeir Anpin. Disseram: Que cada um diga uma palavra daquilo que ouviu e conhece da Torá. E todos se sentaram.
Observações:
Depois que os mercadores se juntaram a eles, o grupo entrou na caverna para descansar. À meia-noite — o momento propício em que Malchut (Knesset Yisrael) se ergue para louvar e unir-se a Zeir Anpin (o Rei) — eles são despertados pelo rugido das feras selvagens. Rabi Chiya reconhece imediatamente esse momento como um tempo sagrado para sustentar a Shekhinah por meio do estudo da Torá e da oração. Ele convida todos os presentes (sábios e mercadores igualmente) a compartilhar palavras da Torá. Isso transforma sua noite de refúgio em um encontro sagrado, alinhando suas ações ao louvor supremo que ocorre nos mundos superiores. A cena destaca como os tzaddikim transformam toda circunstância em uma oportunidade para elevação espiritual e união com o divino.
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